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Segundo estimativas, 7 milhões de alemães praticam o nudismo

Para quem vive há muito tempo na Alemanha, ver corpos nus na sauna ou em determinadas áreas de praias e lagos não é novidade. Porém, tanto para nativos quanto para estrangeiros, cruzar com pessoas nuas em um parque é algo de se estranhar.

O nudismo ou naturismo são conhecidos há várias gerações na Alemanha pela sigla FKK, em referência ao termo Freikörperkultur, que significa "cultura do corpo livre". As novas vertentes dessa cultura são popularmente chamadas de Nacktivitäten (atividades nudistas) e praticadas sobretudo por naturistas que se unem em diferentes áreas do país para passear, andar de bicicleta, de canoa ou a cavalo, sempre nus.

Leia mais aqui.

Estudantes brasileiros em Berlim

A Alemanha tem mais de 200 mil universitários estrangeiros. Cerca de 15% deles escolhem Berlim para estudar.

No artigo publicado pela Deutsche Welle, alguns brasileiros que vivem na capital alemã explicam o que a cidade tem a oferecer para quem quer estudar.

Carnaval das Culturas em Berlim 2010

Desde 1996, a Oficina das Culturas (Werkstatt der Kulturen organiza o anual Carnaval das Culturas (Karneval der Kulturen) no bairro berlinense de Kreuzberg.

A 15ª edição do evento foi realizada entre 21 e 24 de maio de 2010. Ao todo, foram montadas 380 barracas e quatro palcos para um público esperado de 1,4 milhão de pessoas.

Na tarde de domingo (23), cerca de 4,5 mil representantes de 70 nações desfilaram da estação de metrô Hermannplatz até a estação Yorckstraße, fazendo do desfile, mais uma vez, a atração principal da festa.

Você encontra o artigo publicado na Deutsche Welle aqui.

Tacheles: arte na terra de ninguém



Tacheles é um edifício excêntrico localizado no centro de Berlim. Nos últimos dias, descobri fatos interessantes para a reportagem publicada em 15 de maio de 2010 pela Deutsche Welle. Eis alguns trechos dela:

O imóvel fica na rua Oranienburger Straße, em pleno centro de Berlim, e atrai aproximadamente 400 mil turistas por ano. Bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial, o edifício em ruínas foi ocupado por artistas em fevereiro de 1990. Batizado de Tacheles (pronunciado tárreles em português), ele se tornou, com o passar dos anos, uma das principais atrações turísticas da cidade.

Para quem visita o local pela primeira vez, o cheiro de urina nas escadas e a infinidade de mensagens pixadas ou coladas nas paredes são um choque. A cada andar, a casa artística oferece uma nova surpresa. Ao todo, são 6000 m² com 30 estúdios, além de um cinema e bares.

Desde 1990, cerca de 10 mil artistas já passaram pela casa artística. A estimativa é de Linda Cerna, organizadora da Tacheles e.V., entidade sem fins lucrativos que administra o local. Cerna e outras três pessoas são contratadas pela instituição como funcionários em meio período. Voluntários e estagiários dão suporte à equipe administrativa.

Para financiar e divulgar os projetos artísticos, a Tacheles e.V. cobra aluguel dos estúdios. “A princípio, queríamos que os estabelecimentos privados com fins lucrativos, como o cinema e os bares do térreo, bancassem a casa artística”, explica Linda. Mas o plano não deu certo. “Por isso, os custos são divididos com os artistas”, complementa. De acordo com ela, o aluguel mensal de um ateliê de 32 m² custa em média 260 euros.
(Leia mais aqui.)

Mercados de pulgas

Mercados de pulgas existem em vários países europeus, sobretudo na Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Espanha, Inglaterra e Alemanha.

Na Alemanha, onde são chamados de Flohmärkte, Trödelmärkte ou Antikmärke, eles reúnem diferentes povos vendendo ou à procura de objetos muitas vezes excêntricos.

Em 13 de março, foi realisada mais uma edição do maior mercado de pulgas noturno de Berlim (Nacht-Flohmarkt in den Rathenauhallen in Oberschöneweide). Cerca de 170 comerciantes expuseram as mercadorias em um espaço coberto de mais de 8000 m².

Veja o que descobri sobre a organização do evento e que histórias estão por trás dos objetos aqui.

Cidadania italiana

A Itália tem pouco mais de 60 milhões de habitantes. No entanto, provavelmente cerca de 60 milhões de cidadãos brasileiros, argentinos e estadunidentes também têm “sangue italiano”. A Embaixada Italiana em Brasília estima que o Brasil tem 25 milhões descendentes dos imigrantes que chegaram ao país principalmente a partir da década de 1870.

Como você já deve saber, vários desses descendentes têm se esforçado para conseguir a dupla cidadania e conquistar, com isso, o direito de ir à Europa quando bem entenderem e permanecer quanto tempo quiserem.

Como é fácil de compreender, a procura é desproporcional ao contingente dos consulados e ao interesse dos italianos em concederem a dupla cidadania. Assim, milhares de pedidos tanto de brasileiros quanto de argentinos de reconhecimento da cidadania italiana estão emperrados há anos nos consulados desses países sul-americanos. Por isso, os descendentes mais dispostos vão pessoalmente até a terra natal dos antepassados em vez de esperar sentados.

Foi o que fiz em 2005. Cheguei em Roma como brasileiro e, sete meses depois, saí de lá como italiano. Dois anos mais tarde, foi a vez da minha mãe repetir a história, já que o reconhecimento da minha cidadania não implicava no reconhecimento da dela. Apesar do tempo passado, acredito que pouca coisa tenha mudado nos procedimentos básicos. Espero que estas dicas possam ajudar:

Ainda no Brasil

Só pense em ir para a Itália quando tiver:

- todos os documentos originais necessário, conforme os sites dos consulados especificam;

- a tradução deles feita por um tradutor juramentado*;

- a autenticação dos documentos com suas respectivas traduções, feita pelo consulado italiano que atende a região em que você mora**.

* O site do “seu” consulado deve ter uma lista com os tradutores juramentados do seu estado.
** Uma taxa é cobrada e também deve haver uma fila de espera para isso, mas nada melhor do que ir pessoalmente cedinho ao consulado para tentar conseguir os tais carimbos.

Na Itália

Se não tiver um visto de estudante ou de trabalho, você pode entrar na União Europeia como turista. Turistas recebem automaticamente um visto de três meses e não podem trabalhar. Mostrar todos os documentos e contar o porquê da sua viagem à Itália não irá alterar o tipo ou o prazo do seu visto.

A cidade em que você irá residir deve ser a mesma em que você “dará entrada no processo” de reconhecimento da cidadania. Porém, não precisa ser a cidade em que seu parente italiano nasceu.

Assim que chegar à cidade que tiver escolhido, a primeira coisa a fazer é se registrar na polícia logo na primeira semana. Não espere cordialidade, esteja bem atento aos horários de abertura de tudo que é público e acostume-se desde essa etapa a seguir as instruções burocráticas nos mínimos detalhes. Uma manhã inteira de viagem até a polícia e na fila de espera com estrangeiros das mais variadas partes do mundo podem ser em vão se um formulário ou uma foto estiverem faltando.

Com o tal registro em mãos, o próximo passo é procurar um lugar onde você possa morar oficialmente. Isso significa que você deverá se inscrever como residente naquele endereço. A inscrição é feita na anagrafe della popolazione residente (APR), uma extensão da prefeitura encarregada dos registros de nascimento, matrimônio, divórcio, adoção, óbito e naturalização. Cidades grandes têm várias anagrafi. Procure a do seu bairro.

Aqui, prepare-se para enfrentar dois impecilhos:

- alguns funcionários públicos podem hesitar em lhe dar esse registro porque “você é um turista”;

- a própria pessoa que lhe aluga o imóvel ou cômodo pode se negar a registrar você na casa.

Se tudo correr bem, você se registra e espera até que algum oficial lhe faça uma visita surpresa naquele endereço. Não tem nada de mais. É abrir a porta, deixa-lo(s) entrar, ver que você mora mesmo ali, assinar um documento ali e pronto. Alguns dias depois, constará na anagrafe que você é, oficialmente, residente na Itália.

Algumas pessoas procuram entidades da Igreja ou organizações não governamentais e conseguem esse registro de residência muito mais fácil e rapidamente. Se você optar por essa busca, é mais provável que tenha êxito numa cidade grande.

Com o registro na polícia, a comprovação da residência e todos seus documentos originais, traduzidos e autenticados, você deve se dirigir ao Comune (prefeitura) para, finalmente, solicitar sua naturalização. Por via das dúvidas, é bom levar também cópias dos documentos conseguidos nos dias anteriores e algumas fotos extras. Em casa, não custa guardar cópias de todos os papeis que você levou do Brasil.

Na prefeitura, algum funcionário analisa todos os documentos e lhe diz se está faltando algo. Torça para que não esteja. Depois disso, você recebe um comprovante de que “deu entrada no processo” e “aguarda até que alguém lhe contate” quando tudo estiver pronto. Como “quem espera, nem sempre alcança”, sugiro que você anote os telefones e nomes de quem lhe atendeu e, a partir de um ou dois meses depois desse dia, comece a ligar a cada semana ou quinzena cobrando um parecer.

Essa é a parte mais demorada do processo. Segundo os funcionários da prefeitura, esta cobra do consulado que autenticou sua papelada no Brasil uma confirmação da veracidade da sua identidade e de todos os documentos. Pode levar dois meses, três, quatro... ou um ano. Por isso pode ajudar ficar cobrando. Depois que receber a confirmação do consulado, a prefeitura deixa sua naturalização pronta em minutos.

Com a naturalização em mãos, é hora de correr atrás dos seus documentos de identidade italianos. O primeiro deles é a certidão de nascimento, que lhe é feita instantaneamente na sua velha conhecida anagrafe. É apenas uma nova certidão em italiano, com os mesmos dados da sua brasileira.

Em seguida, requeira ali mesmo a carteira de identidade. É necessário que duas testemunhas estejam presentes para confirmar que você é você. Por isso, leve amigos ou peça para alguém ali mesmo para lhe fazer esse favor.

Por último, você pode ir à polícia para solicitar seu passaporte italiano, o qual deve ficar pronto em até três semanas. Por favor, não me culpe se demorar mais.

Para a identidade e o passaporte, também existem várias instruções – fotos assim e assado e cópias disso e daquilo - , mas nada que não se possa resolver em meio dia de correria.

Se quiser permanecer na Itália, você ainda precisará de um código fiscal, uma conta bancária e por aí vai. Mas isso você já pode descobrir lá, não é mesmo?

Com organização, otimismo e um bocado de sorte, 4-6 meses na Itália podem ser o suficiente para se tornar um cidadão da União Europeia e ficar livre para escolher onde viver na Itália ou em qualquer outro país europeu. Buona fortuna!

O que é fundamental pra aprender um idioma

Se está prestes a ir viver fora do Brasil, você deve estar ciente de que dominar o idioma daquela região será crucial pra sua integração à cultura local. Além disso, conseguir se comunicar bem com os nativos não só evitará muitas más experiências, como também tornará as boas ainda melhores.

Nem todo mundo que começa a aprender outra língua, entretanto, faz isso por causa de uma viagem ao exterior. Há também quem busque esse conhecimento por causa do trabalho, pra entender letras de músicas ou textos científicos, por imposição dos pais, por mera curiosidade ou até mesmo pra poder paquerar alguém de outro canto do mundo.

As razões são, portanto, variadas, da mesma forma que as opções que temos hoje em dia pra conseguirmos esse conhecimento. Cursos no colégio e em escolas especializadas, aulas particulares, materiais audio-visuais pra auto-didatas, treinos com músicas e filmes, leitura e escrita com dicionários em mãos... Você pode escolher uma ou até todas essas opções.

O segredo é...

Qual é o segredo, então, pra tornar seu aprendizado realmente eficaz? Motivação. É claro que o método e a capacitação de quem lhe ensina também são relevantes, mas é mais importante pensarmos como o ditado que diz: “Não existem bons ventos para quem não sabe aonde quer chegar.”

Descubra o que você quer almejar estudando uma língua estrangeira. Pense no que pode ganhar com isso: nas vantagens em relação a outros concorrentes na sua área de estudos e trabalho, na facilidade pra se locomover virtualmente e fisicamente pelo mundo, no bem que pensar em outro idioma pode fazer ao seu cérebro e nas portas que se abrirão no futuro imprevisto.

Por mais que tenha tempo e ótimos professores e materiais didáticos, sem acreditar numa boa razão e visualizar os benefícios que você poderá atingir se tornando um bilíngue, trilíngue ou poliglota, provavelmente você estará perdendo tempo e dinheiro.

Mas que fique bem claro: só a motivação não ensina nada a ninguém. Por isso, quando estiver ciente do que tem a ganhar dominando outro idioma, junte a motivação à concentração, detalhismo e persistência… e mãos à obra!

Como é viver numa sociedade individualista

Desde a primeira vez que viajei à Alemanha, há mais de dez anos, tenho comparado os modos, costumes e ideais das pessoas sem entender direito como sul-americanos e europeus, por exemplo, podem ser tão diferentes.

Por que, em alguns lugares, religião é tão importante, políticos são tão corruptos e pessoas são tão simpáticos, enquanto outros países já rumam há muito tempo ao estabelecimento de uma sociedade individualista e de sexo neutro?

Lendo The Ethics of Authenticity (A Ética da Autenticidade), do filósofo canadense Charles Taylor, pude finalmente perceber quão bobo era ficar observando as pessoas em vez de prestar atenção nos ideais morais que dão suporte às suas sociedades. No livro, Taylor me ajudou a entender que diabos está acontecendo nos EUA, Canadá e em alguns países europeus. Consequentemente, também ficou claro por que algumas nações mais ao sul tendem a ser tão resistentes às influências do norte.

Deve haver muito mais gente confusa por aí. A maioria sem saber no quê acreditar, o que almejar, como se satisfazer e, o que é ainda pior, muitas pessoas sem saber quem são. Se você é uma delas, deixe-me tentar ajudar dando uma breve explicação pra tudo isso e me perdoe se ela parecer simplista demais.

Liberdade e igualdade

Você se lembra do que os revolucionários franceses exigiam? “Liberté, égalité et fraternité”. Ou seja, democracia. O Oeste (prefiro dizer “Noroeste”) matou os três coelhos com uma só cajadada: Justiça.
Com igualdade e liberdade garantidas por lei, os cidadãos puderam confiar no Estado e as hierarquias sociais começaram a desmoronar. Quando as pessoas se deram conta de que não precisavam mais seguir os dez mandamentos de Deus e implorar pela misericórdia dele, a religião e seus valores se tornaram obsoletos.

Agora pense no que aconteceu quando as pessoas deixaram de acreditar em Deus e passaram a procurar realização ou satisfação pessoal do jeito que bem entendiam.

Consequências

De acordo com Taylor, isso levou ao individualismo e ao desencantamento do mundo, tornando o solo fértil para o crescimento de um leve relativismo e do instrumentalismo – alguns termos peculiares que estão interrelacionados e são fáceis de entender.

Em outras palavras, os indivíduos perderam a fé em algo “maior” e se voltaram a si próprios (individualismo e desencantamento do mundo); ninguém mais pôde dizer aos demais o que é bom e ruim (relativismo); e tanto a natureza quanto os próprios humanos passaram a ser considerados meros instrumentos para a realização pessoal dos indivíduos (instrumentalismo, o motor principal do capitalismo).

Por um lado, uma sociedade assim permite que você seja como você bem entender, sem que alguém lhe diga o que fazer ou como agir. Por outro lado, ninguém dá a mínima pra você. Já que os indivíduos são levados a buscar auto-realização de forma autônoma, também não há mais a necessidade nem o dever de ajudar os vizinhos. É esse o lado egoísta do individualismo que faz os alemães dizerem tanto “Das ist nicht mein Problem” (Isto não é problema meu).

Dilema

Como Taylor aponta, as pessoas têm agora mais um “problema”: encontrar sua própria identidade. Se não somos mais “filhos de Deus” e se a maioria das posições hierárquicas da sociedade desapareceram, quem somos nós? Alguém pode se perguntar estes dias: “Beleza, agora que somos todos livres e temos os mesmos direitos de sermos quem quisermos, como posso me diferenciar dos outros?”

Eis uma contradição curiosa: queremos ser iguais, mas ao mesmo tempo especiais. Olhe ao seu redor: o mundo está cheio de melhor disto, os top 10 daquilo, os mais disto e a lista do ranking daquilo. Ainda desejamos ser diferentes. E queremos ser autênticos.

Agora pense nisto: Quem vai validar a sua autenticidade? Quem vai confirmar a sua identidade? Talvez falemos disso uma outra hora.

Defeitos de brasileiro

Simpático, extrovertido, corajoso, improvisador, dedicado, animado e com muita ginga, como se nota no samba, futebol e capoeira. Essas são algumas das principais características positivas com que o brasileiro é constantemente definido no exterior.

Existem também os defeitos, como qualquer povo do mundo tem. É justamente pra esses pontos negativos da nossa imagem lá fora que quero chamar a sua atenção.

Esperteza

Muito brasileiro se acha esperto e tem orgulho disso. No entanto, as qualidades das pessoas não são valorizadas na mesma medida em todo o planeta. Tem regiões, por exemplo, onde ser cool é mais importante do que ser sábio; ou onde ficar quieto é mais apreciado do que sair falando o que se pensa. E há também regiões onde a inocente honestidade é mais valorizada do que a malícia.

No Brasil, a esperteza faz parte do nosso dia-a-dia. Muitos de nós aprendemos a ser malandros desde cedo e, mesmo quando isso não acontece, precisamos saber nos defender dos espertalhões que estão à solta.

Quando começam a conviver com um povo menos malicioso, os compatriotas que continuam agindo com malandragem acabam manchando a imagem de todos nós. Usar transporte público sem pagar, fazer negócios desonestos e contar mentiras pra sair por cima são algumas das principais manias do brasileiro espertalhão.

Pressa

No Brasil, falamos com qualquer um que senta ao nosso lado, viramos amigo dos professores e clientes, fazemos piadas dos colegas da sala ou do trabalho e até beijamos alguém 5 minutos depois de ter visto pela primeira vez. Em muitos outros países, essas coisas acontecem bem mais devagar... ou jamais.

Quando chegar em um lugar estranho, tenha cautela e seja observador. Aos poucos, você vai perceber se é melhor dar a mão ou um beijo no rosto ao cumprimentar alguém, se você pode se servir antes dos outros durante as refeições ou até se pode tratar outra pessoa com o pronome “você” em vez de “o senhor” ou “a senhora”.

Principalmente nas amizades ou paqueras, tome muito cuidado pra não parecer desesperado.

Jeitinho

Outra má característica de muitos brasileiros é a mania de ser teimoso, burlar regras e forçar a barra pra conseguir o que quer.

Acostumados com a vida de onde nasceram, muitos chegam no exterior achando que propinas, atrasos, sonegações e comercialização de privilégios também funcionam lá fora. O resultado é desastroso: não aprendem a seguir as regras, principalmente as que dizem “não” alguma coisa.

Diversos serviços só funcionam em países do Hemisfério Norte porque os cidadãos se respeitam e prezam pelo patrimônio público. Quando tiver a oportunidade de estar em um lugar desses, aproveite pra seguir os bons exemplos e deixe a tentação de dar um jeito pra tudo de lado.

Acredite: os caminhos da esperteza, pressa e do famoso jeitinho brasileiro podem ser mais rápidos, mas os da sensatez e paciência são certamente mais seguros.

Muda o país, muda a comida


Se você for passar uma temporada na Europa ou na América do Norte, é bom começar a se preparar psicologicamente. Assim como quando teve de abandonar seu ursinho ou travesseiro quando era criança, agora vai chegar a hora de dizer adeus ao diário arroz e feijão.

Em alguns lugares, a maioria das pessoas nunca viu uma panela de pressão. Se viu, não tem a mínima ideia pra quê serve. Provavelmente, você encontrará feijão em pequenas latas, mas com aquele tom marronzinho e o sabor do que você come na sua casa no Brasil… esqueça!

A abdicação não vai parar por aí. Pastel, farofa, pão de queijo, cachorrão com batata palha, paçoca, pé de moleque, bolo de cenoura e nega maluca – também já eram!

Nem tudo está perdido 

Pra quem sentir falta dos doces da terra-natal, eis um alívio: a cada ano que passa, leites condensados ocupam as prateleiras de mais supermercados. Pelo menos o brigadeiro está garantido! Agora cuidado: não comece a fazer um pavê sem ter certeza de que irá encontrar Guaraná no lugar em que você estiver.

“E a cachaça?”, você deve estar perguntando. Jamais a encontrei em supermercados do Hemisfério Norte, mas confesso que também nunca procurei (rs). Apesar de ser leigo no assunto de bebidas alcólicas, acho que tal da caipirosca com vodca não fica tão diferente da caipirinha com pinga. Se ficar ruim, você toma tudo sozinho e pronto.

Outro gosto 

Algumas coisas ainda estarão disponíveis em qualquer lugar, mas não necessariamente com o gostinho com que você está acostumado. Quando experimentar o chocolate, a pizza e a carne de outros países, você vai saber do que estou falando.

E por falar em carne, provavelmente você tenha se acostumar com três coisas. Uma: comer menos. Duas: incluir carne de veado, carneiro e pato ou ganso no seu cardápio. Três: tolerar carne mal passada. Mesmo de frango. Credo!

Não se assuste com a falta de noção dos europeus, por exemplo, ao comerem frutas. Em pouco tempo, você vai rever seu conceito de “suco de laranja”, se acostumar com pessoas descascando laranja com as mãos ou comendo a maça inteira - com semente e tudo. E sabe quando a banana está no ponto, cheia de pintinhas marrons? Já passou do ponto pras pessoas que jamais viram uma bananeira crescer nos seus países.

A parte boa 

Mas calma porque também há coisas boas. O leite na Europa é uma delas. Barato e espesso, acaba sendo também responsável por uma enorme variedade de iogurtes e queijos pra todos os gostos. Todos mesmo.

E já ouviu falar do pão alemão? Do queijo marrom norueguês? Da paella espanhola? Do vinho italiano? E dos doces canadenses do Tim Hortons, do cheese cake estadunidense, do fondu suíço, do goulash húngaro..? A lista é enorme. E tinha que ser, mesmo. Afinal de contas, você vai ver que aguentar a falta de um bom bife com arroz e feijão não é fácil.

Ciganos batedores de carteira na Itália

Com o que você associa a palavra “ciganos”? Se pensou em música, dança e roupas coloridas, não há nada de errado. Entretanto, a realidade desses povos espalhados ao redor do mundo não é… digamos tão colorida assim.

Ao que tudo indica, os ciganos provêm da Índia. No final do século 14, os primeiros grupos chegaram à Europa e continuaram andando para lá e para cá em todo o continente. Seu nomadismo e diversos costumes sempre causaram incômodo às comunidades locais, levando os nazistas a incluí-los na lista negra. Provavelmente, meio milhão deles foram mortos nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

A perseguição não parou por aí, como demonstram recentes ataques a assentamentos de ciganos em determinadas regiões da Itália, França e Irlanda do Norte. Mas será que isso tem ocorrido só por causa dos costumes dessas famílias?

Itália

Proavelmente, entre 60 mil e 90 mil deles vivem atualmente na Itália - pelo menos 3 mil nômades na capital Roma.

Em 2005, assim que cheguei para viver na cidade, fui logo avisado: “Muito cuidado com os ciganos!” Segundo os locais, seria fácil reconhecê-los, principalmente as mulheres com saias longas, chinelos ou sandálias e cabelos compridos.

Uma das suas características culturais é andar em bandos. Muitas vezes, identificá-los é uma questão de auto-segurança, pois estar próximo desses grupos pode significar ficar sem sua carteira ou bolsa – principalmente dentro e ao redor dos ônibus e metrôs.

Tudo bem que 97% das crianças ciganas não frequentam a escola, que a maioria dos adultos é analfabeta, que a expectativa de vida deles é por volta dos 50 anos e que as condições precárias dos assentamentos e barracas se somem a outros inúmeros fatores que os empurram para as margens da sociedade. Mas o que você vai pensar quando for a Roma e for roubado por um deles?

Indignação

Ao longo dos meses em que vivi na capital italiana, me acostumei a escutar relatos de turistas inconformados por terem perdido dinheiro, passaporte e outras coisas durante os passeios na cidade. A indignação só aumentava porque tanto cidadãos quanto Estado estão cansados de saber do problema, mas até hoje não encontraram nenhuma solução. Houve, porém, uma tarde em que minha revolta chegou ao ápice.

Assim que subi no ônibus em direção ao trabalho, vi que duas mulheres e uma moça, todas ciganas, estavam em pé, com aquele olhar de caçadoras de níqueis. Fiquei também em pé, próximo da porta dos fundos, no meio do trio e de olho nas três.

Eu achava que, a qualquer momento, pegaria uma delas no flagra tentando abrir a bolsa ou mochila de alguém distraído, mas o que aconteceu foi ainda pior.

A mais velha do grupo tinha um bebê no colo. Apoiada no braço esquerdo da mulher e coberta com um pano, a criança foi ficando cada vez mais próxima de mim conforme a mulher dava pequenos passos na minha direção.

De repente, senti minha carteira se mexer, roçando minha coxa. Instintivamente, coloquei a mão no bolso e me surpreendi com outra mão tentando entrar ali. Na verdade, a cigana estava com o bebê amarrado! O braço dela, coberto pelo pano, estava livre, leve e solto para ela meter a mão na carteira ou dentro da bolsa de quem ela quisesse.

Indignado, fiz um escândalo como um típico italiano, fazendo com que o motorista parasse o ônibus e as três descessem. Depois de chegar à rua, a figuraça ainda cuspiu em minha direção. Não acertou! :-P

Algumas semanas depois, vivi uma situação semelhante em um ônibus lotado, esprimido entre desconhecidos e flagrando um homem também tentando enfiar a mão no bolso dianteiro da minha calça jeans. Novo escândalo, nova parada de ônibus, novo ladrão descendo inconformado.

Portanto, quando for a Roma, Barcelona, Paris e outras cidades europeias onde ouvir “Cuidado com os ciganos!”, fique realmente muito atento.

Dicas para suportar o frio do Hemisfério Norte

Para quem está acostumado à temperatura média anual de 19°C em cidades como São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, encarar o frio do Hemisfério Norte pela primeira vez é barra pesada. Ainda mais sabendo que, em muitos países, o frio não é apenas intenso, como também dura muitos meses.

Provavelmente, depois de sobreviver a um inverno inteiro em lugares como Escandinávia, Europa Central, Rússia ou Canadá, você irá entender por que as pessoas desses lugares idolatram o sol e estão sempre falando sobre o tempo.

Se você planeja encarar o inverno de alguma dessas regiões, tenha sempre três coisas em mente:

1) Mantenha-se agasalhado

Nós humanos somos seres homeotérmicos e funcionamos à temperatura de 37°C. Quando a temperatura externa é muito mais baixa que isso, uma região do nosso cérebro chamada hipotálamo ordena a constrição dos vasos sanguíneos e outros mecanismos para nos manter aquecidos. Com isso, a pele fica pálida, fria e ressecada.

O hipotálamo encara a proteção do coração e outros órgãos vitais como prioridade, “desprezando” extremidades como dedos, orelhas e nariz. Dependendo do tempo de exposição ao frio, os vasos sanguíneos dessas “batem em retirada”, deixando-as sem combustível e sem calor. É por isso que pequenos movimentos como segurar uma caneta ou amarrar o cadarço podem se tornar missões impossíveis num dia de muito frio.

Apesar de o princípio ser o mesmo entre os humanos, algumas pessoas suportam temperaturas baixas fazendo menos esforço. Principalmente se elas tiverem sido expostas ao frio repetidamente.

Se você vem de um país tropical como o Brasil, esse não deve ser o seu caso. Portanto, não adianta querer dar uma de bonzão e mostrar que “não está sentindo frio”. Fazendo isso, você ficará mais vulnerável e provavelmente acabará sendo vítima fácil de resfriados e gripes.

2) Alimente-se bem

Durante a digestão, nosso corpo produz calor e libera substâncias que serão distribuídas entre as células, aumentando a capacidade dessas de produzirem novamente calor. Pense nos músculos e de onde vem todo o material que os forma.

Além disso, grande parte do que o organismo não precisar de imediato ficará acumulada entre os músculos e a pele, formando um isolante térmico. Pensando assim, ganhar uns quilinhos durante um inverno rigoroso não é tão mau assim, não é mesmo?

3) Exercite-se

O urso e outros animais fazem o quê no período mais frio do ano? Nós, ao contrário, devemos nos exercitar.

Duvida? Então me diga o que acontece no seu corpo quando fica com frio? Ele treme. Justamente! Deixando bem claro: o exercício físico é tão importante no frio que, se você não o faz por vontade própria, seu próprio corpo se encarrega de fazê-lo. Há quem diga que a tremedeira pode até quintuplicar a produção de calor no corpo.

Mas lembre-se de sair agasalhado se for fazer exercícios em lugares frios e de manter-se novamente aquecido após a prática de esportes.

Respeitando as diferenças

Circula pela net:
Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele se vira para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

Moral da história:

Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter! As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Portanto, nunca julgue. Apenas tente compreender.

Sete hits da balada alemã

Como acontece em vários países, a Alemanha tem algumas músicas de pop e hip hop que não saem das baladas. Os links a seguir são de alguns desses maiores sucessos:

1 - Ding, de Seeed: Conta a história de um homem casado que conhece uma “coisa linda” na balada, esconde a aliança, dá uns bons pegas e depois tem problemas porque ela não larga do pé e ameaça o casamento dele.

2 - Hammer, de Culcha Candela: É sobre como um rapaz baba por uma mulher em uma discoteca.

3 - Alles Neu, de Peter Fox: Este é um cantor de boa reputação, com vários sucessos parecidos com este. Este hit é sobre ele, ele, ele... “Se você não gostar, faça algo novo”, ele diz no refrão.

4 - Schwarz zu blau, de Peter Fox: Relata Berlim de madrugada, depois de uma balada. “Bom dia, Berlim, você consegue ser tão feia, tão imunda e cinzenta” é um trecho do refrão.

5 - Bettina, pack deine Brüste ein!, de Fettes Brot: Este grupo faz sucesso há mais de uma década. O refrão é formado pelo nome da música seguido de mais uma frase. Traduzido, fica assim: “Bettina, empacote seus peitos! Bettina, por favor vista alguma coisa!”.

6 - Drei Tage Wach, de Luetzenkirchen. Esta música é um exemplar da música eletrônica e seu nome significa “Três dias acordado”. Clicando aqui, você vai ouvir uma mixagem com ela e a anterior.

7 - Krawall und Remmidemmi, de Deichking: É incrível como tanta gente conhece a letra desta música, a qual fala de uma festa feita na casa de alguém cujos pais viajaram.

O que você precisa saber antes do seu primeiro voo

Para tudo existe a primeira vez, inclusive pegar o avião numa viagem ao exterior. Se tivesse lido um manual antes de ir ao aeroporto pela primeira vez, eu teria feito algumas coisas de modo diferente. Talvez estas 8 dicas ajudem você a se preparar para a sua primeira (ou próxima) viagem:

1 – Faça o check-in online

Várias companhias aéreas oferecem este serviço cerca de 24 horas antes da viagem. Fornecendo seus dados à empresa, você tem seu voo confirmado, escolhe sua poltrona e pode imprimir seu cartão de embarque em casa.

2 – Conheça os trajetos até os aeroportos

Gastar alguns minutinhos na internet pesquisando como ir do aeroporto ao centro ou ao hotel e vice-versa pode significar a economia de um bom dinheiro e tempo durante esses trajetos.

3 - Tenha os papéis em mãos

Faça uma lista antes de sair de casa: Passaporte, carteira de estudante, cartões de crédito, passagens, confirmação de voos, reservas de hoteis e contatos no país de destino impressos são imprescindíveis.

4 - Diminua a bagagem

Sempre dá para tirar um pouco mais de dentro da mala. Nada de comprar coisas novas para levar para a viagem! Deixe para fazer isso quando chegar no seu destino. O ideal é você não levar mais do que pode carregar sozinho. E cuidado com

5 – Seja prático com a bagagem de mão

Procure levar apenas o absolutamente necessário e o que possa quebrar dentro de uma única bagagem de mão. Quanto mais sacolas ou bolsas você levar, maior é a chance de chamar a atenção dos controladores de bagagem do aeroporto.

6 - Remédios e líquidos

Evite levar remédios na bagagem de mão. Líquidos com mais de 100ml, nem pensar! Água não irá faltar nos aeroportos ou aviões.

7 – Tenha calma ao entrar e sair do avião

Na hora de embarcar, sua poltrona já estará esperando só por você. Quando o avião pousar, ainda levam alguns minutos até que as portas se abram e todos consigam sair. Portanto, não se apavore soltando o cinto e tentando pegar a bagagem de mão desesperadamente para congestionar o corredor esperando em pé. Também não adianta querer chegar fora do aeroporto sem suas malas.

8 – Respeite os comissários de bordo

Eles trabalham para a companhia aérea; não para você. Com gentileza e um sorriso sincero, é bem provável que você consiga ser bem tratado e até agraciado com regalias como um salgadinho ou um almoço extra. Peça com jeitinho e agradeça...

9 – Seja discreto e seguro no controle no aeroporto

Tanto na partida quanto na chegada, aja com naturalidade durante o controle de bagagens e passaportes. “Quem não deve, não teme.” Portanto, tenha todos os itens do número 2 em mãos, olhe nos olhos dos controladores e responda apenas às perguntas que lhe fizerem – por mais irritantes que sejam. Antes de querer dar uma de malandro, lembre-se de que dezenas ou centenas de espertalhões passam por ali todos os dias.

Seis dicas para economizar tempo em um breve tour

Em algum momento das suas andanças, você terá apenas algumas horas ou poucos dias para passar em um lugar cheio de atrações.

Apesar de não conseguir ver tudo que a cidade tem a oferecer, você pode pelo menos se preparar para aproveitar mais o tempo durante o passeio. Veja como isso é possível:

1 - Contatos

Procure estabelecer contatos com pessoas nativas antes de chegar à cidade. Ainda que vocês não se encontrem de fato, elas podem pelo menos dar dicas que você não encontrará jamais em guias turísticos. Isso sem contar nas portas que podem abrir, como apresentando um amigo que trabalha num restaurante tal, um DJ que vai tocar numa discoteca, uma prima que tem entradas para museus etc.

2 – Mapa

Se não tiver um guia turístico, serve um mapa impresso no computador ou de um centro turístico mesmo. Assim que chegar na cidade, tente conseguir um no próprio aeroporto ou na estação de trem.

Estude o mapa, marque os pontos de interesse prioritários e leia exaustivamente os nomes das ruas, ainda que sejam impronunciáveis. Quando estiver andando, será de grande valia reconhecer nomes familiares nas placas sem precisar ficar olhando de novo no mapa a cada 50 metros.

3 – Transporte

Compre um bilhete para o dia todo (ou um período maior, dependendo da duração da sua estadia). Avaliando quanto lhe custará voltar à cidade, não é aconselhável desperdiçar tempo economizando com transporte público.

Uma alternativa ainda melhor é alugar uma bicicleta ou usar seus patins. Neste caso, lembre-se de levar também um par de sapatos na mochila para entrar em lugares onde patins são proibidos.

4 – Previsão do tempo

Independentemente da estação do ano, o dia pode ser de sol ou de chuva. Por isso, confira na véspera a previsão do tempo. É fácil: basta “googlar” weather + nome da cidade. Em caso de chances de chuvas, carregar uma sombrinha é essencial para não ficar barrado embaixo de um toldo no meio do seu tour esperando a chuva passar.

5 – Peso

Leve apenas o necessário e distribua o peso com o seu ou a sua acompanhante. Cada um com uma mochila leve é melhor do que um carregando o peso para todos.

Outra dica: muitos museus têm cofres ou armários gratuitos para os visitantes. Aproveite para se livrar da mochila pelo menos durante a caminhada dentro desses lugares.

6 - Alimentação

Leve sempre uma garrafa pequena de água e alguns “lanchinhos”. Nada de chocolate ou algo que possa derreter. Sanduíches e barras de cereais são boas sugestões.

Evite almoços pesados. O melhor é tomar um café da manhã reforçado antes de começar o passeio, beliscar uma ou outra coisinha durante o dia e, à noite, jantar bem antes de relaxar.

Hospede ou durma na casa de alguém de graça

Quer viajar, mas não pode arcar com as despesas de hospedagem? Se você não é do tipo que precisa de luxo e privacidade nas noites que passa fora do seu confortável quarto, que tal ficar na casa de alguém sem pagar nada?

Graças a sites como Hospitality Club e Couch Surfing, é possível encontrar pessoas que, nos lugares mais remotos da Terra, estão dispostas a ceder o sofá da sala, um colchão no chão ou até mesmo um quarto de visita pra estranhos como você.

Dizer estranho é um pouco de exagero. Afinal de contas, esses sites funcionam mais ou menos como o Orkut e Facebook. São, portanto, também comunidades virtuais das quais qualquer pessoa pode fazer parte sem gastar nada.

Depois de se registrar no pioneiro Hospitality Club ou no mais conhecido Couch Surfing, o esquema é o mesmo que você provavelmente já conhece: preencher informações do seu perfil, adicionar fotos opcionais, contar um pouco sobre sua personalidade e seus interesses num texto curto, especificar quais idiomas você domina e por aí vai.

Diferenças

Esses sites têm algumas diferenças que vão desde o layout até a possibilidade de acumular “amigos”, mas eles apresentam um ponto importante em comum: todos os membros devem informar se também estão dispostos a hospedar outros na sua casa. Ninguém é obrigado a receber ninguém em seu lar. Apesar disso, é claro que não faz muito sentido se registrar nesses sites só pra se aproveitar da boa-vontade dos outros. Afinal de contas, é por essa troca de lugares no sofá que ambas as comunidades funcionam.

O fato de uma pessoa informar em seu perfil que pode hospedar alguém não significa, entretanto, que você pode automaticamente bater na porta dela com a mochila nas costas.

Impressão, torcida e sorte

Depois que você lhe escrever explicando quando deseja ficar na casa dela, é preciso torcer pra que ela vá com sua cara, confie em você, tenha disponibilidade naquele período... ou simplesmente que esteja com saco de hospedar alguém naqueles dias. Por isso não é de se espantar que, muitas vezes, as pessoas nem respondam ao seu primeiro recado.

Também não faz sentido entrar num site desses pra procurar namorado(-a). Ainda que existam várias histórias de casais que se conheceram por meio deles, o bacana é conhecer pessoas com mente aberta, interesses comuns e geralmente poliglotas de todo o mundo.

Parece bobagem, mas hospedar outras pessoas e ter a sensação de “pagar” por tudo que já fizeram quando você mesmo precisou de um cantinho também é muito bom.

Pra quê ficar lendo mais se você pode acessar o
Hospitality Club ou o Couch Surfing e tirar todas suas dúvidas? Boa sorte!

O que é fundamental pra aprender um idioma

Se está prestes a ir viver fora do Brasil, você deve estar ciente de que dominar o idioma daquela região será crucial pra sua integração à cultura local. Além disso, conseguir se comunicar bem com os nativos não só evitará muitas más experiências, como também tornará as boas ainda melhores.

Nem todo mundo que começa a aprender outra língua, entretanto, faz isso por causa de uma viajem ao exterior. Há também quem busque esse conhecimento por causa do trabalho, pra entender letras de músicas ou textos científicos, por imposição dos pais, por mera curiosidade ou até mesmo pra poder paquerar alguém de outro canto do mundo.

As razões são, portanto, variadas, da mesma forma que as opções que temos hoje em dia pra conseguirmos esse conhecimento. Cursos no colégio e em escolas especializadas, aulas particulares, materiais audio-visuais pra auto-didatas, treinos com músicas e filmes, leitura e escrita com dicionários em mãos... Você pode escolher uma ou até todas essas opções.

O segredo é...

Qual é o segredo, então, pra tornar seu aprendizado realmente eficaz? Motivação. É claro que o método e a capacitação de quem lhe ensina também são relevantes, mas é mais importante pensarmos como o ditado que diz: “Não existem bons ventos para quem não sabe aonde quer chegar.”

Descubra o que você quer almejar estudando uma língua estrangeira. Pense no que pode ganhar com isso: nas vantagens em relação a outros concorrentes na sua área de estudos e trabalho, na facilidade pra se locomover virtualmente e fisicamente pelo mundo, no bem que pensar em outro idioma pode fazer ao seu cérebro e nas portas que se abrirão no futuro imprevisto.

Por mais que tenha tempo e ótimos professores e materiais didáticos, sem acreditar numa boa razão e visualizar os benefícios que você poderá atingir se tornando um bilíngue, trilíngue ou poliglota, provavelmente você estará perdendo tempo e dinheiro.

Mas que fique bem claro: só a motivação não ensina nada a ninguém. Por isso, quando estiver ciente do que tem a ganhar dominando outro idioma, junte a motivação à concentração, detalhismo e persistência… e mãos à obra!

Planejamento x informação

O que geralmente fazemos assim que decidimos viajar pra algum lugar? Corremos atrás de pacotes turísticos, passeios, reservas de hotéis e de passagens de trem, ônibus etc., não é mesmo?

Na nossa cabeça, estamos não só lidando com a ansiedade, mas também solidificando a fortaleza que construímos ao nosso redor com precauções. Afinal de contas, achamos que quanto melhor for o planejamento, menos imprevistos deverão aparecer durante o passeio.

Acontece que a segurança nem sempre é garantia de uma viagem divertida e imprevistos nem sempre são malignos. Pelo contrário. Muitas aventuras têm início quando baixamos a guarda, corremos riscos e nos deixamos levar por um fator-surpresa.

Aventuras

Se você está buscando justamente uma aventura, a dica é se informar o máximo que puder antes de embarcar pro país-destino.

Não precisa comprar passagens de um lugar ao outro lá, por exemplo, mas saiba onde encontrá-las se precisar delas. Também não se desespere reservando quartos em hotéis ou albergues antes de ter a certeza de que, depois de ter chegado àquele país, ainda vai querer ir naqueles determinados dias àqueles determinados lugares.

Em vez disso, leia guias turísticos e fóruns na internet. Procure documentários de vídeo sobre as regiões que lhe interessam e tente entrar em contato com pessoas que já estiveram por lá. Guarde esses contatos.

Com informação, você verá que o medo do desconhecido terá sido amenizado e poderá viajar com a cabeça mais livre... pronta “pro que der e vier”.